reços dos alimentos oscilam no semestre; veja o que mais subiu e o que ficou mais barato

julho 10, 2026Economia

Levantamento mostra forte alta de hortaliças e queda em frutas e outros produtos no primeiro semestre.

O custo dos alimentos apresentou comportamentos distintos ao longo do primeiro semestre de 2026. Enquanto produtos como pepino, cenoura e tomate registraram aumentos expressivos, itens como abacate, laranja-baía e laranja-lima ficaram mais baratos, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O levantamento acompanha a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que avançou 0,16% em junho, indicando uma desaceleração da inflação no período. Entre os grupos analisados, Habitação foi o principal responsável pela pressão sobre o índice, enquanto Alimentação e Bebidas apresentou recuo de 0,24%, contribuindo para conter a inflação do mês.

Nos produtos consumidos dentro de casa, os preços caíram, em média, 0,39%, após a alta registrada em maio. A redução foi impulsionada principalmente pelo café moído, frutas e carnes. Em contrapartida, alimentos como feijão-carioca e batata-inglesa tiveram novas altas durante junho.

Já as refeições realizadas fora de casa continuaram mais caras, porém em ritmo menor, com aumento de 0,15%, abaixo da variação observada no mês anterior.

Produtos com maiores altas no semestre

  • Pepino: 155,47%

  • Cenoura: 103,14%

  • Tomate: 82,41%

  • Batata-inglesa: 82,11%

  • Morango: 60,97%

  • Cebola: 53,34%

  • Feijão-carioca: 52,82%

  • Repolho: 29,79%

  • Açaí (emulsão): 27,64%

  • Abobrinha: 23,46%

Produtos que mais ficaram baratos

  • Abacate: -41,30%

  • Laranja-baía: -32,81%

  • Laranja-lima: -23,36%

  • Banana-maçã: -18,90%

  • Maracujá: -12,93%

  • Café moído: -11,49%

  • Maçã: -11,03%

  • Açúcar refinado: -10,78%

  • Limão: -9,45%

  • Óleo de soja: -9,25%

Além dos alimentos, outros segmentos também influenciaram a inflação de junho. O grupo Despesas Pessoais registrou alta de 0,25%, impulsionado pelos reajustes em serviços como empregado doméstico, cabeleireiros e barbeiros. Em Saúde e Cuidados Pessoais, o avanço foi de 0,23%, com destaque para o aumento dos preços dos perfumes e dos planos de saúde.

Apesar de ter desacelerado em relação a maio, o grupo Habitação permaneceu como o maior responsável pela alta do IPCA. A energia elétrica residencial continuou pressionando o índice devido à permanência da bandeira tarifária amarela, que mantém cobrança adicional nas contas de luz dos consumidores.

FONTE: G1

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